O amor está em todo lugar. Nas canções sertanejas, é tema recorrente. Há pelo menos um filme por semana que estreia nos cinemas e que fala sobre amor. Faça uma busca no Google, por exemplo. Jogue "amor" no campo de busca e nada menos do que 913 milhões de referências sobre a palavra aparecem. Nosso organismo é o responsável por essa injeção de ânimo e adrenalina chamado amor. É o cérebro que libera substâncias como a dopamina, responsável pelo bem-estar e que estimula nossa euforia e excitação.
Nosso coração pode até chegar ao ritmo de 150 batimentos por minutos na realização do amor. Mas, ainda que Camões tenha dito que o amor é fogo que arde sem se ver, é, sim, ferida que dói e se sente. A sensibilidade é maior ainda mais quando ele provoca sofrimento por razões diversas como dúvidas na relação, uma separação ou uma traição, por exemplo.
O que devemos compreender é que o sofrimento é desamor, egoísmo e a falta de entendimento desta arte maior que é amar. A psicóloga Rosângela Rossi explica que o enamoramento, paixão alegre e paixão triste ainda não é amor. Por não compreender isto é que se diz sofrer de amor. "Sofre-se pela paixão triste que é ciúme, posse, controle, medo da perda e por todas as emoções negativas devoradoras. Amor é harmonia. Quem pensa bem, ama melhor. Logo, o amor é consciência amplificada", recomenda a especialista, autora do livro "A surpreendente Arte de Amar" (Editora Fundamento).
As prateleiras das livrarias estão cheias de livros com regras para esquecer, encontrar e até se livrar de um amor. O que acontece é que cada pessoa tem seu jeito de pensar e agir diferentes. E esse modo de pensar na relação é que ajuda a minimizar sofrimentos. "Cada pessoa tem seu jeito de ser e agir. Somos diferentes com pensar e agir específicos. Aprendemos um com o outro e esperar que o outro seja como nós é o que nos leva ao sofrimento. Querer mudar o outro nada tem haver com amor, é prepotência e vaidade", explica Rosângela Rossi.
A psicóloga explica ainda que não esperar nada de ninguém nos auxilia a celebrar o que vem de positivo para a relação. "Sem expectativa evitamos muitas brigas e discursões inúteis. Perdemos muito esperando. Não há certeza de nada a vida. O amanhã e o depois é uma grande interrogação", aconselha.
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